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KRISIUN ARREGAÇA SANTOS

Quem foi, foi! Quem não foi pode começar a se lamentar! A apresentação que o Krisiun realizou no último dia 10 de junho, em Santos, foi devastadora! Com certeza, a melhor que o power trio Alex Camargo (baixo e vocal), Moyses Kolesne (guitarra) e Max Kolesne (bateria) já protagonizou na Baixada Santista. E vou ainda mais longe: deixou o show que presenciei em Jundiaí no chinelo!

Os ícones do metal extremo nacional não tiveram dó, muito menos piedade do belo público que aproveitou para comemorar a "véspera" de Corpus Christ na Space Rock, a nova casa de shows de Rock da cidade.

A noite começou com o Evil Black Embrace, grupo que vem fazendo vários shows pela região e adquirindo o respeito da galera. Mesmo com o publico reduzido devido ao jogo da seleção brasileira, o quarteto não quis saber de muita cerimônia e despejou seu Death Metal na orelha do pessoal.

A segunda atração da noite foi a Opus Tenebrae, uma das melhores bandas do atual cenário santista e que se continuar a chamar tanto a atenção provavelmente irá figurar na lista das revelações de 2009.

Com um Celtic Black Metal muito bem executado, os caras estão literalmente voando no palco. Opus (vocals), Rudolph Lomax (guitarra), Décio Andolini (guitarra), UnChristian Bacci (baixo), Celso VX (bateria) e Marcelo Soutullo (Gaita de Fole Galega/Vocal) estão recuperando o respeito que o Metal Extremo santista encabeçado por Vulcano, Chemical Disaster e outros haviam conquistado no passado.

A seqüência inicial Pugnae Aeternum, Perperam Regnum e Opera Mortis tem funcionou muito bem e conquistou a atenção da galera. Para deleite de todos, o grupo manteve a cover de Runes to My Memory, do Amon Amarth, bem no meio do set list. Porém, eles mostram muita personalidade em suas composições, bem diferente de muitas bandas da região que vivem gozando com o pau dos outros e apostando em bandinhas covers. As músicas Aurea Hyspania, Celtic Mystery e Teriomorphic Encarnations fecharam mais uma bela apresentação desses santistas que prometem voar alto.

A próxima banda que subiu ao palco foi a Hugin Munin, outra banda santista que ainda vai dar muito o que falar por ai. Para quem ainda não está familiarizado, o Hugin Munin é composta por ex-integrantes do Dark Eden, grupo que há alguns anos atrás galgava de muito prestigio no cenário não só da região, mas também nacional.

O quinteto composto por Surt (vocal), Thorgrim (guitarra), Hjalmar (guitarra), Carcharoth (baixo) e Modi (bateria) estão divulgando o excelentíssimo trabalho "A Viking Funeral" e tem conquistado uma legião de fãs ao redor do Mundo.

A exibição foi uma verdadeira festa Viking e o cartão de apresentação veio com Battle for Asgard, Thor in Jotunheim e Ashes of my Enemy. Essas três composições foram suficientes para trazer o público para frente do palco.

Durante todo o show, a banda esbanjou muita determinação e fez uma performance empolgante. Destaque para a maravilhosa God of War, que detém de um refrão bem pegajoso. Viking Brothers e Capture of Fenris completaram o set e também não ficam muito para trás. Com certeza, a Hugin Munin saiu de cena com mais adeptos em seu fã-clube.

Não demorou muito tempo e o Krisiun já estava pronto para mais uma devastação sonora. Voltando de uma longa turnê pela América do Norte, Alex Camargo (baixo e vocal), Moyses Kolesne (guitarra) e Max Kolesne (bateria) evidenciaram que a cada ano que passa estão mais velozes e furiosos, sem esquecer da técnica. Eles não pouparam os fãs um segundo sequer. Foi uma porrada atrás da outra. O trio gaúcho preparou um set matador e executou praticamente todas as suas melhores composições a carreira, sem se esquecer é claro, de divulgar as músicas de seu mais novo trabalho Southern Storm.

Destaque para Black Force Domain, Slain Fate, Kings of Killing, Combustion Inferno, Vengeance's Revelation, Vicious Wrath, Bloodcraft, Slaying Steel, Murderer e os já tradicionais discursos proferidos por Alex exaltando o metal nacional.

O que mais impressiona no Krisiun é poder de fogo que esses caras têm. Enquanto algumas bandas precisam de cinco, seis e em algumas vezes sete integrantes para fazer barulho, eles contam apenas com o básico (guitarra, baixo/vocal e bateria) para produzir um tsunami devastador.

Apesar do bom público, confesso que esperava mais, principalmente pela data em questão. Como disse no começo do texto... Quem foi, teve o prazer de conferir um grande show. Quem não foi, meus pêsames!

foto e texto por: Costábile Jr. (www.mundorockdecalcinha.com)

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