SE JOGA NO MENU
  .: Blog MRC
  .: Bandas-Links
  .: Cinema e Livros
  .: Colunas
  .: De olho nos cuecas
  .: Entrevistas
  .: Ele é o cara
  .: Fotos
  .: GirlsToons
  .: MRC na Telinha
  .: Notícias
  .: Rádio MRC - Podcast
  .: Revista MRC
  .: Resenhas de shows
  .: Resenhas DVD/CD
  .: Wallpapers
O CONGLOMERADO
  .: Na Mídia
  .: Nossos banners
  .: Parceiros
  .: Releases
  .: Responsa Social
INTERATIVIDADE
  .: Contatos
  .: Enquetes
  .: Fotolog
  .: Indique o site
  .: Mural
  .: Orkut
  .: Recado de Voz
ENTREVISTA COM PRIVATE DANCERS (03/03/2009)


"Ser livre fazendo música pop é difícil"
Tatiana Fake, do Private Dancers, conta ao MRC sobre a trajetória da banda


Tatiana Fake, vocalista da banda carioca Private Dancers, nos concedeu uma entrevista acerca de sua banda. Já tendo passagem pelo Mundo Rock de Calcinha (MRC), quando participou do Atitude Rosa n'Roll (campanha de doação de sangue), e com sua primeira EP, "Music for Especial Occasions", lançada em 2007, a banda admite 2009 como o ano em que vão trabalhar para gravar seu primeiro álbum, ainda sem nome. Em 2008, Fake e Private Dancers se dedicaram mais a viajar e fazer shows. O foco agora é fechar novas músicas e gravar.

Mundo Rock de Calcinha: Mesmo que a banda Private Dancers não seja do tipo all-girl (apenas composta por mulheres), ela tende a ter um posicionamento mais feminino, tanto pelo número de integrantes do gênero quanto pela voz feminina no comando. Qual é a postura dos garotos do grupo quanto a isso?
Tatiana Fake
: Ah, os garotos até que têm bastante paciência com as mulheres da banda, hehe... Eu não sou assim uma pessoa muito fácil de lidar. Se eu fosse homem, talvez já tivessem rolado uns socos e pontapés.

Mundo Rock de Calcinha: O fato de vocês serem uma banda brasileira cantando em inglês é um diferencial. Qual é o motivo do interesse em cantar, especificamente, nesse idioma?
Tatiana Fake
: Não é bem um interesse, é uma coisa que acontece. Não tem um plano por trás disso, nem razões ideológicas, filosóficas, etc... Eu ainda não consegui escrever uma música em português para o Private Dancers e ficar satisfeita com o resultado. Já consegui com outras bandas. Pode ser que role um dia com o Private Dancers também.

Mundo Rock de Calcinha: Como vocês lidam com a cena rock carioca, em vista da força que o funk tem na região? Há uma união entre as bandas de rock local, em função de uma maior presença?
Tatiana Fake
: Não curto muito falar de cena. Acho que a cena muda de acordo com quem está nela. Por isso acho ingênuo atribuir dificuldade ou sucesso a qualquer coisa que não seja o material humano que está atuando no momento. Esse negócio de dizer "Ah, no Rio não tem rock por causa do samba, do funk, da praia", não cola muito. Seattle, Manchester, nenhum desses lugares produziu bandas geniais só porque são cidades chuvosas e tal. Precisa ter gente genial, brilhante, apaixonada não só montando bandas, mas participando da coisa como um todo, na platéia, nas casas noturnas, no jornal local. Se você analisar a história de qualquer "cena" que deu certo, você percebe que não foi só um encontro de gente talentosa nas bandas. É uma conjunção de pessoas incríveis se encontrando em todas as esferas naquele momento específico.

Mundo Rock de Calcinha: Vocês fazem shows, majoritariamente, no Rio de Janeiro, mas também já se apresentaram em Curitiba. Há previsão de virem para São Paulo? Vocês pretendem se inserir na cena do rock alternativo em âmbito nacional?
Tatiana Fake
: Com certeza. Quanto mais gente puder nos ver e nos ouvir melhor. Queremos muito ir a São Paulo. Temos amigos, família por aí. E também bandas paulistas que eu gosto e me identifico bastante também.

Mundo Rock de Calcinha: "Well Well Girl" é uma música importante para vocês. Além disso, vocês comentaram em uma entrevista que ela teve uma "história meio conturbada". Qual seria? Tem a ver com a saída do ex-integrante Marcelo Piccoli?
Tatiana Fake
: Na verdade, o problema com "Well Well Girl" é a execução nos shows. Depois que o Marcelo saiu da banda, a gente ficou com essa música, que é ótima, mas com uma execução meio complicada por conta do tom dele, que é bem grave. Acaba que raramente tocamos essa ao vivo. Só quando a gente percebe que tem alguém na platéia bêbado o suficiente pra subir ao palco e cantar a parte do Marcelo.

Mundo Rock de Calcinha: De onde o nome da música "Onnagata Otosan" surgiu? Há uma relação com o gênero teatral nipônico Kabuki?
Tatiana Fake
: Tem sim. "Onnagata" é o ator que no kabuki interpreta papéis femininos e "otosan" é papai em japonês.

Mundo Rock de Calcinha: Tatiana Rojas tornou-se Tatiana Fake. Gabriella Campello tornou-se Deanna. João Felipe tornou-se Johnny. De onde vieram esses apelidos? Gabriel Franco e Carol Vaz não possuem pseudônimos?
Tatiana Fake
: Bom, eu tenho esse apelido há séculos, da época em que eu era loura de farmácia. Deanna era uns dos apelidos da Gaby na internet, no tempo em que as pessoas entravam em chats pra falar de música. Acho que ninguém mais faz isso hoje em dia, mas foi assim que eu conheci a Gaby. E Johnny... Não sei, eu sempre chamei Johnny de Johnny. Ah, e Gabriel e Carol têm apelidos, mas é só para os íntimos, hehe...

Mundo Rock de Calcinha: Vocês citam como influência a banda Pulp. Até que ponto ela atinge o trabalho de vocês?
Tatiana Fake
: Eu adoro o Pulp. Não sei se é uma influência que dá para ser percebida de cara na nossa música, mas eles são referência sim. Eles são uma dessas bandas que conseguem ser pop sem simplificar, sem subestimar a inteligência de ninguém. Eu, na verdade, sinto bastante falta disso hoje em dia. Às vezes fico com a impressão de que ser elegante está meio fora de moda. A internet é uma benção, mas acho que ela ajudou um pouco nesse processo. Essa obsessão pelo "viral" está fazendo muito artista por aí achar que se aprofundar um pouquinho mais não vai pegar.

Mundo Rock de Calcinha: Em uma matéria da revista Rolling Stone, há um comentário quanto ao figurino da banda. Quais são suas influências, no campo da moda?
Tatiana Fake
: Ih, essa é a pergunta mais difícil da entrevista. A gente não combina figurino. Cada um tem seu estilo. Eu sou mais carnavelesca, Carol é mais casual, Johnny tem aquela barba de Los Hermanos... Acho que somos meio Spice Girls.

Mundo Rock de Calcinha: O nome da banda Private Dancers tem a ver com a proposta que vocês têm para com suas músicas? Na mesma matéria da Rolling Stone, você afirmou que quer o público dançante.
Tatiana Fake
: Na verdade, o nome da banda é inspirado na música "Private Dancer" da Tina Turner, que não é uma música exatamente dançante, mas é uma música forte, emblemática. Um 'musicão'. Eu adoro música dançante e adoraria, claro, que as pessoas dançassem com o Private Dancers. Mas acho que, mais do que fazer o povo dançar, o que eu quero mesmo com essa banda é fazer 'musicão'. Não sei se vou conseguir, mas estou tentando. heheh...

Mundo Rock de Calcinha: No MySpace da banda (www.myspace.com/privatedancersrio), no campo "Sounds Like", vocês publicaram a frase "Carmen Miranda playing Lady Macbeth". Desenvolva:
Tatiana Fake
: Ah, isso é só uma piada sobre a nossa latinidade...

Mundo Rock de Calcinha: A preocupação de vocês é de, ao mesmo tempo, fazer música do jeito que quiserem, mas também agradando ao público. Qual foi o equilíbrio que vocês acharam para essa questão?
Tatiana Fake
: Por enquanto acho que estamos equilibrando bem. Somos uma banda pop, basicamente. Nossas músicas não são super complexas, nem nada disso. Mas mesmo assim gostamos de ter a liberdade de fazer as coisas do nosso jeito. Ser livre fazendo música pop é sempre um desafio.

Mundo Rock de Calcinha: Como foi participar da campanha Atitude Rosa n'Roll do Mundo Rock de Calcinha (www.mundorockdecalcinha.com/atitude/fotos.html), quando você doou sangue no Hemorio, em março de 2008?
Tatiana Fake
: A campanha foi muito bem bolada e eu fiquei muito feliz de ter participado. Foi divertido, encontramos amigos de outras bandas naquele dia também. Saímos de lá com vários pacotinhos de cream cracker e uma ótima sensação de dever cumprido :)

Para quem não conhece o som do Private Dancers, confira um vídeo da música "Empty Room":



Ouça mais Private Dancers: http://www.myspace.com/privatedancersrio

*Comente a entrevista AQUI*

Entrevista concedida à Lidia Zuin (MRC)
foto: Arquivo Pessoal

(03/03/2009)

Assine a newsletter:
Divulgue nosso site